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By Dr. Felipe Amoedo | 26/02/2026

Qual é a cirurgia da próstata mais durável? Entenda as taxas de reoperação e complicações em 1 e 5 anos

Qual é a cirurgia da próstata mais durável? Entenda as taxas de reoperação e complicações em 1 e 5 anos

A hiperplasia prostática benigna (HPB), também conhecida como aumento benigno da próstata, é uma condição extremamente comum após os 50 anos. Ela pode causar sintomas urinários importantes como jato fraco, dificuldade para urinar, urgência, aumento da frequência urinária e acordar várias vezes à noite.

Quando os medicamentos deixam de funcionar ou os sintomas se tornam mais intensos, muitos homens precisam considerar a cirurgia da próstata.

Mas uma pergunta fundamental precisa ser feita:

Qual cirurgia oferece o resultado mais durável e com menor risco de precisar operar novamente?

O que diz um grande estudo internacional sobre cirurgia da próstata?

Um estudo norte-americano publicado na revista Prostate Cancer and Prostatic Diseases avaliou mais de 43 mil homens submetidos a cirurgia para HPB, utilizando dados reais de pacientes tratados no sistema de saúde dos Estados Unidos.

Foram analisadas as principais técnicas cirúrgicas utilizadas atualmente:

  • RTU da próstata (ressecção transuretral)
  • GreenLight (vaporização com laser)
  • Urolift
  • Rezum (vapor de água)

O objetivo foi avaliar:

  • Taxas de reoperação
  • Complicações que exigiram novos procedimentos
  • Resultados em 1 ano e em 5 anos
Cirurgia a Laser para Próstata

Taxa de reoperação em 1 ano após cirurgia da próstata

Os dados mostraram que, em apenas 1 ano, as taxas de nova cirurgia foram:

  • RTU: 5,3%
  • GreenLight: 5,3%
  • Urolift: 5,9%
  • Rezum: 6,2%

Isso significa que aproximadamente 1 em cada 20 pacientes precisou de um novo procedimento já no primeiro ano após a cirurgia.

Esse dado é extremamente relevante para quem busca um tratamento definitivo.

Complicações que exigiram nova intervenção

O estudo também avaliou complicações que exigiram algum tipo de procedimento adicional após a cirurgia.

As taxas foram:

  • Urolift: 15%
  • RTU: 17%
  • GreenLight: 19%
  • Rezum: 26%

Em algumas técnicas minimamente invasivas, até 1 em cada 4 pacientes precisou de intervenção por complicações no primeiro ano.

Entre as complicações mais frequentes estavam necessidade de nova sondagem, irrigação vesical e procedimentos endoscópicos adicionais.

E no longo prazo? Resultados em 5 anos

Quando os pesquisadores analisaram o acompanhamento em 5 anos, as taxas de reoperação foram:

  • RTU: 7%
  • GreenLight: 8,9%
  • Urolift: 11,6%

Ou seja, no médio e longo prazo, algumas técnicas apresentaram maior necessidade de retratamento.

Isso reforça um ponto essencial: nem toda cirurgia da próstata oferece a mesma durabilidade.

Onde entra o HoLEP nesse cenário?

HoLEP

O HoLEP (Enucleação da Próstata com Laser de Holmium) não foi incluído na análise principal desse estudo específico porque havia poucos casos registrados na base de dados utilizada.

No entanto, a literatura científica internacional já demonstra que o HoLEP apresenta:

  • Taxas de retratamento extremamente baixas
  • Resultados duradouros superiores à RTU tradicional
  • Eficácia mesmo em próstatas muito grandes
  • Baixo risco de sangramento
  • Alta taxa de melhora sustentada do fluxo urinário

A principal diferença técnica é fundamental.

Enquanto algumas cirurgias vaporizam ou afastam o tecido prostático, o HoLEP realiza a remoção completa do adenoma prostático, semelhante ao que ocorre em uma cirurgia aberta, porém por via endoscópica e minimamente invasiva.

Isso reduz significativamente a chance de crescimento residual e, consequentemente, a necessidade de uma nova cirurgia no futuro.

Qual é a melhor cirurgia para próstata aumentada?

A melhor técnica depende de fatores individuais como:

  • Tamanho da próstata
  • Idade
  • Presença de doenças associadas
  • Uso de anticoagulantes
  • Preferência do paciente
  • Expectativa de durabilidade do tratamento

No entanto, quando o critério principal é durabilidade a longo prazo e menor chance de reoperação, o HoLEP se destaca como uma das opções mais sólidas disponíveis atualmente.

Conclusão: não pense apenas no agora

Ao decidir por uma cirurgia da próstata, não é suficiente pensar apenas em aliviar os sintomas imediatamente.

É essencial perguntar:

  • Qual a chance de precisar operar novamente?
  • Qual a taxa de complicações?
  • Esse resultado vai durar 5, 10 ou 15 anos?

Estudos de mundo real mostram que a necessidade de retratamento não é desprezível. Por isso, escolher a técnica correta pode evitar novas cirurgias no futuro.

Se você tem diagnóstico de hiperplasia prostática benigna e está considerando tratamento cirúrgico, converse com um especialista e avalie qual técnica oferece o melhor equilíbrio entre segurança, recuperação e durabilidade.

A decisão certa hoje pode evitar problemas amanhã.

Referência:

Dr. Felipe Amoedo – Urologista especialista em doenças da próstata Salvador Bahia atendimento em CEMED HSR Ondina , Hospital São Rafael, Núcleo Oscar Freire – NOF, Uro+ Urologia | Centro Médico Hospital Aliança

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